E, de lá de cima, me sentia tão pequeno... talvez realmente eu o seja.
As coisas mentem, hoje já não sei mais a cor dos seus olhos.
Tua ausência faz-me presença em cada instante, porém o fim é incerto, com toda a certeza.
Eu deixei de acreditar, e você não chegou nem a isso, mas, depende de como você vê, se é que sua luz não ofusca todo o resto do universo.
E eu? Continuo a respirar, ofegante.
Será que o futuro vai chegar?
Empreste-me sua felicidade, ou melhor: apenas me faça companhia.
Viva ao medo! Esse qual eu posso enfrentar.
Já ti, é mais complexo, muito complexo.
Você...
Eu me debruço, e vejo a lua se levantar.
E enquanto eu, me sentindo o sol venho a descansar
e a lua vem, sendo tu.
Essa sendo nossa distancia.
Eu o sol, pensando na lua;
lua ainda ali, estática e só.